Para você.

Eu me desfiz de todas as armaduras,
Deixei a alma despida de toda chance de defesa,
Acreditava em ti e desisti de mim,
Me tornei cega a todos os sinais de perigo.

Sem piedade destroçou minha existência,
Ruiu toda esperança de amor em mim,
Em migalhas sem valor ficou meu coração.
Faminto de sentimento sem nenhum amor próprio.

Foi tola, imbecil em acreditar veemente em um narcisista,
Amedrontada por temer a solidão fiquei merce da crueldade.
Uma hora a face ofertada se cansa, de apanha aprende-se a bater.
O medo que te consome se torna alimento consolo.

Auto piedade pode durar momentos de devaneios,
O Chão que tanto acolhe, se torna base para subir,
E uma dor provocada pode se voltar ao criador,
O arrependimento vira, e o que lhe ofertei estar instinto.

Todo sofrimento são os tijolos da vida,
Demora um tempo para compreender,
As lições não vem do fácil, mas do sangue derramado.

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Flor do deserto.

Teus olhos vem apenas o permitido,
A imagem que te és projetada, refrete beleza e delicadeza,
Se despir a alma, é se tornar um alvo frágil da vida.

Te dou uma beleza mistificada por infinitas cores,
Vou do vermelho paixão até negro da solidão.
Um arco-íris de possibilidades para camuflar a realidade.

No ar o mais doce e intrigante cheiro das pétalas,
Lhe proporcionam paz, mas intiga e inquieta a alma,
Desejos que se afloram que faz flutuar em sentimentos.

Tuas pétalas são singelas e tão aveludadas,
Um brilho sem igual, como um sonho perfeito, seriam blindadas?
Tanta perfeição nasceria assim do nada…

Vês o permitido, sem se prender aos detalhes,
Tanta beleza desabrocha em terra tão árida.
Em uma época onde romantismo é lenda.
Seria um ar de esperança?

Toda beleza tem seu preço,
Algumas pétalas rasgadas e amaldiçoadas,
Não importa teu encanto sempre haverá espinhos.
Algumas ranhuras profundas na alma.

E a flor no deserto ainda insiste em sobreviver,
Transformando lagrimas em doçuras,
Solidão em infinitas cores.
Os espinhos da alma em aprendizados.
E como todo botão um dia tem que florir…

 

Meu ceticismo do amor.

Nem sempre foi assim,
Eu acreditava em você e em mim,
Mas o amor é um descrença inevitável,
Uma hora se morre de amor,na outra ele te ceifa a vida de dor,

Quem nunca beijou um príncipe que virou sapo,
Principiantes repleto de calor, desejos e narcisismo,
Na espreita da vida por uma “ingenua! louca romancista.
Quem esta na vida é pra se esbaldar de experiencias.

A cada tentativa mais se encontra entulho para a bagagem,
Quanto mais te conheço, mais cética e certa da abdicação me torno.
Longa é a estrada, a procura de migalhas de vãs promessas não cumpridas.
Encorajei a alma, isolei o coração, e espero a cicatrização das feridas……

Se você amor existe não foi apresentada devidamente,
Mas te busquei em alguns rostos na multidão,
Acreditava em contos de fadas, que alegrava a mente,
Que dava vida a inúmeras ficções sobre paixão.
Mas juntei apenas algumas lagrimas e a descrença de sua existência.

Pensares…

O frio se adentra em minha vida,
As chamas que tanto queimava se apaga,
Dias de flores, era primavera em todas as estações,
Não pela beleza dos dias, mas pela sua presença continua,

Como explicar a complexidade existente entre duas almas viventes,
Caso raro, mas não impossível de se viver,
Acreditada-se em segunda chance, mas os momentos são únicos,
Seria fácil esquecer algo simples, mas sempre fomos uma equação complexa.

E eu não tive tempo de dizer tudo que tinha para dizer,
De amar da forma correta e não com tantos temores,
Compliquei o descomplicado, já evidencia de um fracasso.
É sombrio ser apenas eu quando podíamos ser nos….

Na insonia tento encontrar você, imagino como deve estar agora,
Sera que ainda pensa em nós? ou apenas virou a página,
Pensavas que eu era a racional e você o lado sentimental,
Mas perdi a única parte que fazia sentido em mim, VOCÊ…

Minha Quimera.

Figura mística, tão enigmática,
Sua áurea fascina, extremamente simpática,
Sedentas paixões exalam de teu olhar,
Fácil de se nota, impossível não se aprisionar.
Como tempestades em alto mar, sinto teu coração,
Inquieto demais para se fixar, sem lugar para a decepção.
Estar tão perto e tão distante, sentimentos em turbilhão.
Onde o querer, não é opção, e sim escravo da razão.

Teu olhar mais profundo que a imensidão do mar,
Tuas palavras serenas são de enfeitiçar,
Me perco em teu riso sedutor, sinto-me a congelar,
Perco o folego, o sentido, faz meu mundo girar,
E até onde existe limites em realidade e fantasiar.

Posso parecer ingenuamente perplexa,
Verdades opostas, de vidas complexas,
Perdida em sentimentos, não julgando os riscos.
Guardo com cautela os momentos e os rabiscos,
De uma linda estória onde posso chama-lo.
De minha quimera.

Proibido.

O proibido é o mais atraente,
Se torna um contentamento desconte,
Descobri quando olhei em teus olhos a primeira vez.
Tão lindos como uma tarde de verão.

Seria o calor do encontro, tão marcante?
Ou seria teu sorriso tão envolvente.
Sua voz radiante, que me perdi em ti.
Cada instante e infinitos detalhes a remediar.

Talvez uma peça sem graça do destino?
Pessoas certas em momentos errôneos demais para notar.
Mas o arriscado é não tentar, segurar a onda e não se apaixonar.
Contigo viro uma eterna criança esqueço tudo, ate de me controlar.
Teu jeito faceiro, conversa malandra tão doce impossível evitar.

Me perco no turbilhão pulsante do coração, e como disfarçar.
Mas a realidade é dura, talvez cruel para se explicar.
Sinto, os sentimentos são difíceis de se mandar.
Você é como um por do sol difícil de não amar.
Não se pode iludir, mas irei aproveitar até o sonho durar.

Menina mulher.

Atrevida menina, só quer a vida aproveitar,
De um jeito alegre difícil de se imitar,
Mulher- moleca, ou seria moleca – mulher,
Enamorada da vida, sabe seus desejos esconder.

Aprendeu seu medos enfrentar,
Lagrimas são inevitáveis, para a alma libertar.
Seu riso gostoso, complicado evitar, imagina imitar.
Seu lado jovial sempre espeta pronta para brincar.

Seus amores, tantos amores queria eu poder contar,
Ama das flores aos pássaros, tudo entre o sol e o luar,
Como um enigma é trabalhoso decifrar.
Sua beleza se traduz em tudo que deixa escapar ao ar.

Sua vitalidade expressa sua personalidade.
Tão perto da realidade e distante da sanidade.
Chego a duvidar de sua sobriedade julgando sua maturidade.
Seu jeito faceiro marcado por sua ingênua sensualidade.