Olho em volta tudo vazio como a alma solitária,
Onde se via cores, há apenas cinzas de uma época feliz,
Despida de mascaras, sentimentos, estou escapando por um triz,
Como uma folha ao vento, estou, vou apenas vou sem rumo ao certo,
Em uma vida onde extingue o respeito, o errado se torna correto,

As escolhas nos jogam do céu ao inferno,
Do fogo ardente ao impiedoso inverno,
Os risos, lembranças e o que resta o copioso choro,
Sua voz distanciava, sonhos para mim sonoro
Seria falsas esperanças de cumplicidade fantasiosa,

Sem caminho algum vejo o fim,
As feridas abertas já não doí, cheguei ao ápice, até que enfim,
Para tudo há um limite, para os desamores, o descanso.
Se parto, eis as dores do parto, és momento bondoso.
Não triste, mas do adeus o mais silencioso.
Dos pulsos cortantes, o pulsar que insistia em pulsar,
A escuridão, solidão fria que não se via agora é palpável.
Dos amores sobra os desamores, do doce ao fel.
De você, resta pesadelos coloridos, do eu que era e não mais sou.

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